Dicas


O Texto a seguir foi montadoo por Gustavo C. Bertoli para que você possa aprender + sobre Linux este texto e recomendado para iniciantes...


Comandos Básicos para o Linux

---Esta é uma pequena lista de comandos do Linux. Apesar de simples e pequena, é essencial para começar a trabalhar no linux.

ls - Lista os arquivos do seu HD, mesma função que o DIR do DOS. Atributos mais usados: -a (mostra arquivos ocultos), -l (mostra permissões, bytes, diretorio, etc). Exemplo: ls, ls -a, ls -l.

rm - Remove arquivos. Quando usado com o atributo -r deleta um diretorio cheio. Exemplo: rm zImage / rm arquivo1.htm, arquivo2.c arquivo3.tst / rm -r diretorio.

cp - Copia arquivos: cp (arquivo) (destino). Exemplo: cp arquivo.tgz /home/usuario.

ln -s - cria link simbólico. Exemplo: ln -s /dos/win/teste filesimb.

mv - Move ou renomeia arquivos (mv arquivo_de_origem, arquivo_de_destino ou mv arquivo arquivo1). Exemplo: mv /home/usuario/teste.hp /root/, mv arquivo1.tst arquivo2.tst.

cat - Mostra o conteúdo de um arquivo. É a mesma função que o type no DOS. Exemplo: cat key.txt.

more - Exibe o conteúdo de um arquivo, pagina por pagina, assim como no DOS. Exemplo: ls | more.

pwd - Exibe, na linha seguinte, o diretório atual em que você esta. Exemplo: comando: pwd, exemplo de saída do comando: /root.

rmdir - Apagar um diretório. Exemplo: apagar um diretorio vazio: rmdir /diretório, apagar um diretorio cheio: rm -r /diretório.

mkdir - Cria diretório. Exemplo: mkdir /diretório.

clear - Limpa a tela. Analogo ao CLS do DOS. Exemplo: clear.

who - Mostra quem esta logado em sua maquina no momento. Exemplo: who.

whoami - Mostra quem voce e - util quando voce esquece com qual login entrou. Exemplo: whoami.

finger - Mostra o usuario associado a certa chave. Exemplo: finger / finger @ip - para ver quem esta conectado em determinado IP.

df - Mostra o espaco usado, livre e a capacidade das particoes do seu HD. Exemplo; df.

free - Exibe a memoria livre, a usada, e os buffers da memoria RAM. Exemplo: free.

exit e logout - Sai de sua sessao atual. Exemplo: logout, ou exit.

shutdown - Reboota a maquina. Exemplo: shutdown -r now (reseta), shutdown -h now (desliga).

rpm - Instala arquivos com a extensão .RPM. Exemplo: rpm -ivh arquivo.rpm, rpm -Uvh arquivo.rpm (upgrade).

find - Procura um arquivo em seu HD, mesma funcao que o dir /s no DOS. Exemplo: find / -name 'arquivo*.*'.

reboot ou init 6 - Reinicializa a máquina. Exemplo: reboot, ou init 6.

tar -zxvf - Descompacta arquivos .tgz e .tar.gz. Exemplo: tar -zxvf arquivo.tgz.

tar -xvf - Descompacta arquivos .tar. Exemplo: tar -xvf arquivo.tar.

gunzip -d - Descompacta arquivos .gz. Exemplo: gunzip -d arquivo.gz.

unarj - Descompacta arquivos .arj. Exemplo: unarj arquivo.arj.

startx - Inicia o X Window (Parte Gráfica do Linux). Exemplo: startx.

kde - Inicia o KDE (Gerenciador de janelas, modo grafico), desde que tenha sido instalado o pacote kdestart. Exemplo: kde.

uname -a - Mostra a versão do kernel e a data da compilação.

Diretórios do Linux

bin - Arquivos executáveis (binários) de comandos essencias pertencentes ao sistema e que são utilizados com frequência.

sbin - Arquivos de sistema essenciais

boot - Arquivos estáticos de boot ou inicialização.

dev - Arquivos de dispositivos de entrada/saída.

etc - Configuração do sistema da máquian local com arquivos diversos para a administração de sistema.

lib - Arquivos de bibliotecas compartilhadas usadas com frequência.

mnt - Ponto de montagem de partição temporária.

tmp - Arquivos temporáriso gerados por alguns utilitários.

var - Ficam os arquivos de informação variável..

home - Diretórios dos usuários.

root - Diretório local do superusuário (root)

usr - Todos os arquivos de usários devem estar aqui (Ex: quando você isntala um progarama o executável geralmnet fica em: /usr/local/bin.

Usando Floppy Disk no Linux

---Para você usar o disquete primeiramente tem que mountá-lo. Para isso, crie um diretório com o nome floppy (ou qualquer um de sua escolha) na raiz:

mkdir /floppy

---Agora qual driver você quer montar? Se for o A ( /dev/fd0) :

mount /dev/fd0 /floppy

---E se for o B(dev/fd1)

mount /dev/fd1 /floppy

---Pronto. O seu driver agora está montado no diretório /floppy. E você poderá gravar ou apagar os arquivos bastando acessar o diretorio /floppy do teu linux.

---Para desmountar o floppy disk:

umount /floppy

Obs:

a)Para mountar ou desmountar o disquete você não pode estar dentro do diretório /floppy.

b)Se for consultar outro disquete você deve desmountar e mountar novamente.

c)Geralmente exite o diretório /mnt/floppy para a mountagem do disquete. Neste caso basta mountá-lo.

d)Se o teu disquete foi gravado no sistema fat32, mount com a seguinte opção: mount -t vfat/dev/fd0 /floppy

Usando CDROM no Linux

---Para você usar o CDROM primeiramente tem que mountá-lo, para isso crie um diretório com o nome cdrom (ou qq da sua escolha) na raiz:

digite: mkdir /cdrom

---Agora é só mountar ele:

digite: mount -t iso9660 /dev/cdrom /cdrom

---Pronto o teu CDROM agora esta montado no diretório /cdrom. Para consultá-lo basta acessar o diretorio /cdrom do teu linux.

---Para desmountar o CDROM:

digite: umount /cdrom

Obs:

a)Para mountar ou desmountar o CDROM vc naum pode estar dentro do diretório /cdrom.

b)Se for consultar outro CD vc deve desmountar e mountar novamente.

c)Geralmente exite o diretório /mnt/cdrom para a mountagem do cdrom. Neste caso basta mountá-lo.

Instalando e Gerenciando Programas no Linux

Programas em fontes

---Seguindo a filosofia do próprio sistema Linux, a maioria de seus aplicativos vêm com código aberto. Grande parte dos programas que você pega na net com sufixo .tar.gz são somente os arquivos fonte, que vêm prontos pra ser compilados. Uma compilação tranforma as fontes em formatos binários, ou seja, que possam ser executados como um programa pelos usuários. Mas aí você pergunta, qual a vantagem da compilação de programas ? bem, ou o seu sistema pode precisar desse método (como no Slackware, na maioria das vezes) ou você pode incluir suportes adicionais (ou os dois). Isso contribui pra deixar o programa mais leve, ou sem funções que você não vai usar. Depois de descompactar o arquivo .tar.gz, basta entrar no diretório dele e ler o arquivo README ou INSTALL (ou ambos) e obter mais instrunções detalhadas de como instalar o programa. Veja teoricamente como funciona a compilação típica de um programa em Linux :

1. O configure

---O programa vem com um script geralmente chamado de "configure" . A função dele é saber quais componentes necessários que você tem para compilar o programa. Se você não tiver algum que seja essencial, o script vai ser interrompido e se você quiser realmente o programa, vai ter que conseguir esse componente necessário. Outros são opcionais, e não vão interromper. Se tudo der certo, esse script criará um arquivo (ou vários) chamado Makefile, que contêm os comandos de compilação. Você também pode incluir, se o programa permitir, parâmetros especiais com o configure, quando você quer suporte específico para alguma coisa.

2. O GNU Make

---O Make somente funcionará se você tiver um arquivo Makefile (que o configure criou) no diretório atual, que têm as instrunções e os comandos para a compilação do programa. Então, para continuar basta digitar "make" na linha de comando para iniciar a compilação. Note que você deve ter o programa make instalado ... ele vem em todas as distribuições Linux.

3. O make install

---Depois do programa ter compilado, os binários executáveis ficarão armazenados no diretório que voce descompactou as fontes. Para instalar o programa em locais mais adequados do computador, usa-se novamente o GNU Make acrescentado da opção "install" - "make install". E pronto ! O programa já estará instalado e pronto pra ser usado.

---Essa é a teoria geral para a maioria dos programas, mas SEMPRE leia o arquivo README, porque o programa pode precisar de opcões especiais ou outros procedimentos alternativos.

---Veja um resumo de como se procede geralmente :

tar zvfx arquivo.tar.gz (para descompactar)

cd diretorio.que.o.arquivo.criou

./configure (o . é necessário para simbolizar o diretório atual)

make

make install (sempre tenha certeza de que erros não ocorreram)

DICA : Se você desejar desinstalar um programa instalado a partir de um comando "make install", não se desespere que tem solução. Basta ir no diretório das fontes e digitar "make uninstall". Para dar certo, os arquivos Makefile tem que existir, o que implica que o configure deve ser executado.

OBS : Os programas também podem vir em .tar.gz, mas pré-compilados. Um bom exemplo desse tipo de empacotamento sao os pacotes do Linux Slackware, em formato .tgz (na verdade .tgz e exatamente a mesma coisa de .tar.gz). Para instalar um pacote no Slackware, basta colocar o pacote na raiz / do sistema, e digitar o comando de descompactamento. Cada componente vai para o seu devido lugar. Ou uma alternativa seria usar o pkgtool do Slackware (digite pkgtool na linha de comando)

Como instalar, usar e gerenciar programas RPM

---Esta é hoje uma das mais avançadas tecnologias de empacotamento de arquivos em sistemas Linux. Se você usa Red Hat, sempre prefira os arquivos RPM (RedHat Package Manager) do que os .tar.gz de um mesmo programa, pois eles vão poupar muito trabalho. Os arquivos RPM já vêm pré-compilados. Eles já vem com todos os suportes possíveis, mas isso não é uma grande desvantagem. O Red Hat é totalmente baseado nessa tecnologia, até a instalação dele eh feita com os RPMs. Para gerenciar esses arquivos, existem as ferramentas Glint (modo gráfico) e rpm (modo texto). Para instalar novos pacotes, acho mais prático o rpm texto mas já no caso de fazer uma limpeza no sistema, o Glint certamente é melhor.

---Veja como instalar programas em rpm usando o modo texto :

rpm -ivh arquivo.rpm (instala um programa empacotado)

rpm -Uvh arquivo.rpm (instala um programa atualizando se existir uma versão anterior)

---Veja como saber se tal programa que foi instalado com o RPM está em seu sistema Red Hat:

rpm -qa | grep palavra.chave

Exemplo : Quero saber se existe algum programa imlib no sistema. Mesmo sem saber a versão do programa, é possível saber se ele está instalado com uma palavra chave. Vou tentar "imlib".

~/ rpm -qa | grep imlib

imlib-cfgeditor-1.9.4-1

imlib-1.9.4-1

imlib-devel-1.9.4-1

---Esse foi o resultado que eu obti. O imlib e alguns de seus componentes realmente estão instalados no computador.

---Para desinstalar um pacote instalado :

rpm -e pacote (não é necessária nem a versão nem o sufixo rpm)

OBS : Note que nao é necessário incluir a versão do programa, a não ser que duas versoes estejam instaladas. Aí sim você vai dizer a versao para não confundir.

Existem também as opções --force ou --nodeps (geralmente as duas mais utilizadas).--nodeps serve para forçar a instalação do programa, mesmo se ele precisar de outros para funcionar. --force forca uma reinstalação, por exemplo. Para usá-las basta incluir o flag junto com o comando que você quer.

Exemplo : Você quer desinstalar o pacote, mas quando digita o comando rpm -e pacote, o sistema informa que este programa é necessário para o funcionamento de mais alguns. Mas voce quer remove-lo de qualquer forma :

rpm -e --nodeps pacote

Ou deseja reinstalar um pacote porquê apagou um arquivo acidentalmente :

rpm -ivh --force pacote.rpm